Forum 18

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O grupo Fórum18 surgiu por iniciativa da B’nai B’rith e de jovens da comunidade judaica a partir do contato com diversas narrativas sobre o conflito árabe-israelense e da vontade de obter um conhecimento mais aprofundado a respeito. Considerando que, para muitos, essa é uma questão difícil de lidar, pretendemos criar um ambiente acolhedor e confortável, para que todos se sintam à vontade de se colocar e formular ideias e posicionamentos sobre o assunto. Buscamos criar espaços de interação e diálogo que comportem diferentes vozes e narrativas, através de cursos, seminários, palestras, debates, exibições de filmes, viagens, publicações em sites e boletins e redes sociais, entre outros meios que contribuam para o conhecimento, compreensão e liberdade de pensamento a respeito destas questões.

Posts recentes no blog escrito por Forum 18

V Seminário Israel – Palestina: Narrativas em Jogo será em São Paulo no dia 10 de novembro

No dia 10 de novembro de 2013, domingo, das 9h30 às 18h, ocorre em São Paulo a quinta edição do Seminário Israel – Palestina: Narrativas em Jogo, uma iniciativa do grupo Fórum 18 que visa possibilitar a compreensão das diversas narrativas a respeito do conflito israelo-palestino.

Em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, já foram promovidos quatro grandes seminários em 2011, 2012 e 2013, que contaram com a participação de palestrantes como Abdel Latif Hasan, Amira Hass, Arlene Clemesha, Celso Garbarz, Edgar Leite, George Niaradi, Guila Flint, Huda Al Bandar, Huda Al Imam, Ilan Sztulman, Jaime Spitzcovsky, Jacques Wainberg, Luis Edmundo Moraes, Marta Topel, Michel Gherman, Murilo Meihy, Patrícia Tolmasquim, Paulo Farah, Peter Demant, Salem Nasser, Sylvio Band, Vladimir Safatle e Walid Altamami.

A quinta edição do evento contará com palestras de Luis Edmundo Moraes, Michel Gherman, Mohamed Habib e Samuel Feldberg abordando temas como os 20 anos dos acordos de Oslo e as perspectivas para o futuro, antissemitismo e antissionismo, e identidade judaica e sionismo. Haverá ainda um debate sobre o modo como os diferentes movimentos juvenis enxergam o conflito israelo-palestino com André Wajnberg (Chazit/Avanhandava), Enrique Rosenburt (Habonim Dror), Liran Levy (Hashomer Hatzair) e Rabino Daniel Segal (Bnei Akiva), além da participação especial por videoconferência de Amir Szuster e João K. Miragaya, do Conexão Israel.

O seminário é gratuito e acontece na B’nai B’rith, em São Paulo. (Rua Caçapava, 105. Jardins. São Paulo-SP). Para participar, é necessário inscrever-se aqui.

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V SEMINÁRIO ISRAEL – PALESTINA: NARRATIVAS EM JOGO – PROGRAMA
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09:30-10:30    DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAL E BOAS VINDAS

10:00-10:15    ABERTURA

10:15-11:45    20 ANOS DE OSLO: PERSPECTIVAS PARA O FUTURO
……………….Mohamed Habib (ICArabe) e Samuel Feldberg (Faculdades Integradas Rio Branco)

11:45-12:00     COFFEE-BREAK 1

12:00-13:30     ANTISSEMITISMO E ANTISSIONISMO
……………….Luis Edmundo Moraes (UFFRJ)

13:30–14:30     ALMOÇO

14:30–16:00     “COMO OS MOVIMENTOS JUVENIS ENXERGAM O CONFLITO ISRAELO PALESTINO?
……………….André Wajnberg (Chazit), Enrique Rosenburt (Dror), Liran Levy (Shomer) e Rabino Daniel Segal (Bnei Akiva)
……………….Participação por videoconferência: Amir Szuster e João K. Miragaya (Conexão Israel)

16h00–16:15    COFFEE BREAK 2

16:15–17:45     IDENTIDADE JUDAICA E SIONISMO
………………..Michel Gherman (NIEJ/UFRJ)

17:45-18:00      ENCERRAMENTO

Produções israelenses e palestinas na 37ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

37 mostra web grandeDe 18 a 31 de oututro, ocorre em São Paulo a 37ª edição da Mostra Internacional de Cinema. Criada em 1977, a mostra surgiu como um evento do departamento de cinema do Museu de Arte de São Paulo (MASP), em comemoração aos 30 anos da fundação do museu.

Em 2013, a mostra ocupará mais de 20 espaços da cidade de São Paulo, entre cinemas, espaços culturais e museus. Ao todo, serão apresentados cerca de 350 títulos dos mais diversos gêneros e países. Dentre os filmes exibidos, inúmeras produções israelenses e palestinas integram a programação. Confira!

ANA ARABIA / ANA ARABIA

2013 ● França, Israel ● color ● digital ● 85 min. ● Ficção
Direção: AMOS GITAI

Filmado em um único plano-sequência de 81 minutos, o filme mostra a vida de uma pequena comunidade de exilados, judeus e árabes, que coabitam um enclave esquecido na “fronteira” entre Jaffa e Bat Yam, em Israel. Um dia, Yael, uma jovem jornalista, os visita. Entre as barracas em ruínas, no pomar cheio de limoeiros, rodeado por várias casas, ela descobre uma série de personagens que não correspondem aos clichês da região. Yael se entusiasma com a descoberta de tal fonte de riqueza humana e se esquece do trabalho. As expressões e palavras de Youssef e Miriam, Sarah e Walid, de seus vizinhos e amigos, lhe dizem algo sobre a vida, seus sonhos e esperanças, casos amorosos, desejos e desilusões. Ali, a relação dos moradores com o tempo é diferente daquela na cidade que os rodeia. Nesse lugar frágil e fragmentado, existe uma chance de coexistência.

Datas e locais
19/10 (sábado) – 18:20 – Reserva Cultural 1
28/10 (segunda) – 19:40 – Cine Livraria Cultura 1
29/10 (terça) – 15:50 – Espaço Itau de Cinema – Frei Caneca 4
30/10 (quarta) – 14:00 – Espaço Itau de Cinema – Frei Caneca 5
31/10 (quinta) – 19:00 – CINUSP – Mindlin

ARQUITETURA EM ISRAEL – (CONVERSAS COM AMOS GITAI) /
ARCHITECTURE IN ISRAEL (CONVERSATIONS WITH AMOS GITAI)

2012 ● Israel ● cor & PB ● digital ● 371 min. ● Documentário
Direção: AMOS GITAI

Quem assistiu ao episódio Modernidade, do longa coletivo Bem-vindo a São Paulo (2004), produzido pela Mostra, percebeu a sensibilidade de Amos Gitai para com a arquitetura. A partir dos corredores sombrios do hotel Holiday Inn Anhembi, à beira da Marginal Tietê em um dia cinza, o cineasta ensaia fazer um filme-síntese sobre a cidade. Filme que, no entanto, não chega a editar, talvez pela sua falta de tempo, talvez porque a cidade não comporte uma síntese. Mas a náusea que percorre o seu curta-metragem inacabado sobre São Paulo, rodado dentro do saguão de um aeroporto, é o avesso da paixão que vemos na série Arquitetura em Israel. Entrevistando um conjunto expressivo de arquitetos, escritores, historiadores e políticos israelenses, Gitai aborda temas variados, ligados sobretudo à construção residencial no país.

Filho de Munio Gitai Weinraub, arquiteto alemão que estudou na Bauhaus e trabalhou com Mies van der Rohe, colaborando decisivamente para a importação da arquitetura racionalista europeia para Israel antes mesmo da sua criação, em 1948, Amos se graduou arquiteto em Haifa e se doutorou na Universidade da California, Berkeley, também em arquitetura. Lá, estudou com Christopher Alexander, matemático que se tornou urbanista, incorporando a linguagem dos padrões como uma sintaxe para a arquitetura. Alexander inaugurou práticas participativas de projeto e construção não apenas no campo da arquitetura, mas também do urbanismo, apontando para caminhos distintos do planejamento moderno. Esse assunto é trazido à tona de forma interessante no episódio Construir e destruir, em que o cineasta entrevista o arquiteto Israel Godovich, que como Ministro da Habitação nos anos 1970 inaugurou práticas colaborativas de construção para os conjuntos de moradia social em Israel.

Os programas atravessam temáticas não apenas eruditas, mas também cotidianas, como a vida no bairro yemenita de Jerusalém (Bukharan). Em A cidade branca, Gitai conversa com Micha Levine, discutindo o imenso patrimônio de arquitetura modernista à la Bauhaus presente na cidade de Tel Aviv. O que está em questão é a própria construção do estado de Israel, sua história e identidade, além de um tema edipiano para o cineasta-arquiteto. Informado e inteligente, Gitai consegue levar as conversas para campos não convencionais, favorecendo uma reflexão aberta sobre esses processos. Preocupado tanto com a instância do projeto quanto com a dimensão do uso dos espaços arquitetônicos e urbanos, Gitai propõe pensamentos que se afinam muito ao projeto curatorial da X Bienal de Arquitetura, que tem como tema Cidade: modos de fazer, modos de usar.

Arquitetura em Israel web grande

Datas e locais
27/10/2013 (domingo) – 14h – Centro Cultural São Paulo sala Lima Barreto
31/10/2013 (quinta) – 16h – Cinusp

 CARACOIS NA CHUVA / SHABLULIM BAGESHEM

2013 ● Espanha, Israel ● color ● digital ● 82 min. ● Ficção
Direção: YARIV MOZER

O ano é 1989, quando as pessoas ainda esperavam ao lado de suas caixas de correio. Boaz é um belo estudante de 25 anos que estuda linguística e vive com sua namorada Noa em Tel Aviv. Um dia, ele começa a receber cartas de amor anônimas e obsessivas de um admirador ainda “no armário”. Apesar de achar engraçado no começo, ele logo nota que o escritor aparenta ser alguém que sabe muito sobre sua vida pessoal. Todos os homens que cruzam seu caminho diariamente viram suspeitos, e Boaz logo também começa a questionar sua própria heterossexualidade.

Datas e locais
25/10 (sexta) – 20:10 – Espaço Itau de Cinema – Augusta 1
27/10 (domingo) – 17:05 – Espaço Itau de Cinema – Frei Caneca 2
29/10 (terça) – 16:00 – Cine Livraria Cultura 2
30/10 (quarta) – 16:00 – Espaço Itau de Cinema – Frei Caneca 4

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NOITES SEM DORMIR / LAYALI BALA NOOM

2012 ● Catar, Emirados Árabes, França, Líbano, Palestina ● color ● digital ● 128 min. ● Documentário
Direção: ELIANE RAHEB

Através das histórias de Assaad Shaftari, oficial superior de alta distinção de uma milícia cristã de direita responsável por várias mortes na Guerra Civil do Líbano, e Marayam Saiidi, a mãe de Maher Kassir, jovem guerrilheira comunista que desapareceu em 1982, o filme examina as feridas da guerra e questiona se a redenção e o perdão são possíveis.

Datas e locais
22/10 (terça) – 19:00 – Cine Livraria Cultura 1
23/10 (quarta) – 17:25 – Reserva Cultural 1
27/10 (domingo) – 20:15 – Matilha Cultural
28/10 (segunda) – 14:00 – Reserva Cultural 1

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O ESTRANHO CURSO DOS EVENTOS / A STRANGE COURSE OF EVENTS

2013 ● França, Israel ● color ● digital ● 98 min. ● Ficção
Direção: RAPHAËL NADJARI

Saul está na casa dos 40 anos e é um melancólico sonhador, com uma tendência para fugir sempre que as coisas dão errado. Ele volta para Haifa um dia para um acerto de contas com seu pai, que ele não vê há cinco anos. Mas conviver com uma sogra com tendências new age, uma filha no começo da adolescência e um pai que se converteu para a yoga não é algo fácil. Depois de um deslize fatal, Saul vai encontrar o seu lugar como filho, pai e muito mais.

O Estranho curso dos eventos web grande

Datas e locais
20/10 (domingo) – 16:00 – Cine Sabesp
24/10 (quinta) – 19:50 – Espaço Itau de Cinema – Augusta 1
29/10 (terça) – 18:45 – Cine Livraria Cultura 1
31/10 (quinta) – 16:20 – Cinemateca – Sala BNDES

O JARDINEIRO / BAGHEBAN

2012 ● Irã, Israel, Reino Unido ● color & PB ● digital ● 87 min. ● Documentário
Diretor: MOHSEN MAKHMALBAF

Um cineasta iraniano e seu filho viajam a Israel para investigar uma religião mundial com cerca de 7 milhões de seguidores, criada no Irã há aproximadamente 170 anos. Jovens de todo o mundo vão a Haifa, centro da religião, para fazer trabalhos voluntários. Aqueles que trabalham nos jardins ao redor dos palácios sagrados desenvolvem atitudes pacíficas através de sua interação com a natureza. Enquanto acompanha um jardineiro de Papua Nova Guiné, o pai descobre semelhanças entre os ensinamentos dessa religião, nascida no Irã, e as ideias propagadas por líderes como Mandela e Gandhi. Ele debate suas ideias com o filho, que acredita que todas as religiões provocam a destruição. Como não concordam, pai e filho se separam e passam a perseguir seus próprios caminhos.

O Jardineiro web grande

Datas e locais
24/10 (quinta) – 19:00 – Cine Livraria Cultura 1

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OMAR / OMAR

2013 ● Palestina ● color ● digital ● 94 min. ● Ficção
Diretor: HANY ABU-ASSAD

Omar está acostumado a se esquivar dos tiros da vigilância para atravessar o muro que separa Israel e Palestina para visitar seu amor secreto, Nadia. Mas a Palestina ocupada não conhece nem o amor simples, nem a guerra claramente estabelecida. Do outro lado do muro, o sensível e jovem padeiro Omar se torna um combatente pela liberdade que deve enfrentar escolhas dolorosas sobre a vida. Quando Omar é capturado após resistir e quase ser morto, ele entra num jogo de gato e rato com a polícia militar.

Datas e locais
21/10 (segunda) – 19:00 – Cinemark – Shopping Cidade Jardim 6
22/10 (terça) – 16:50 – Espaço Itau de Cinema – Frei Caneca 2
30/10 (quarta) – 19:10 – Cinemateca – Sala BNDES

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SOMENTE EM NOVA YORK / ONLY IN NEW YORK

2013 ● EUA, Israel, Jordania ● color ● digital ● 86 min. ● Ficção
Diretor: BANDAR ALBULIWI, GHAZI ALBULIWI

Louco para encontrar uma companhia, um jovem palestino-americano solitário concorda em se casar com uma israelense que precisa de um green card. Eles se veem então forçados a repensar suas respectivas tradições culturais e familiares.

Somente em Nova York web grande

Datas e locais
18/10 (sexta) – 19:40 – Espaço Itau de Cinema – Frei Caneca 3
19/10 (sábado) – 17:50 – Cine Livraria Cultura 1
20/10 (domingo) – 14:00 – Cinemateca – Sala BNDES
21/10 (segunda) – 13:00 – Espaço Itau de Cinema – Frei Caneca 1

VICTOR YOUNG PEREZ / VICTOR YOUNG PEREZ

2013 ● Bulgária, França, Israel ● color ● digital ● 110 min. ● Ficção
Diretor: JACQUES OVANICHE

Victor Perez, um boxeador judeu nascido na Tunísia, começa a treinar aos 14 anos, junto com seu irmão Benjamin “Kid” Perez. Eles se mudam para Paris graças à ajuda de Leon Bellier, proeminente empresário que o lança ao sucesso. No país, ele conquista o cinturão da União Internacional de Boxe e torna-se o mais jovem campeão de boxe da história. Mas na cidade ocupada pelos alemães, Perez é preso em 1943 e levado à Auschwitz, onde reencontra o irmão. No campo, é forçado a participar de lutas para entreter os nazistas. Baseado na história do homem que, segundo a lenda, participou de 140 lutas em 15 meses – e venceu 139 delas.

Datas e locais
18/10 (sexta) – 19:45 – Espaço Itau de Cinema – Augusta 1
20/10 (domingo) – 21:15 – Cine Livraria Cultura 1
21/10 (segunda) – 21:30 – Espaço Itau de Cinema – Frei Caneca 3
22/10 (terça) – 21:30 – Espaço Itau de Cinema – Pompeia 1
25/10 (sexta) – 17:50 – Cine Livraria Cultura 1

Veja aqui a programação completa da 37ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Aula Aberta: “Perspectivas de Paz para Israelenses e Palestinos”

RamosHortaGrande web grande

José Ramos-Horta

Na próxima terça-feira, dia 1 de outubro, às 20h, o ex-presidente do Timor Leste e Prêmio Nobel da Paz (1996) José Ramos-Horta falará sobre o tema “Perspectivas de Paz para Israelenses e Palestinos” em aula aberta no Auditório do Departamento de História.

José Ramos-Horta é Representante Especial do Secretário-Geral da ONU e Chefe do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS). Recentemente, esteve em Israel e nos territórios palestinos, onde se encontrou com diversas lideranças locais.

O evento contará com a participação do Diretor da FFLCH-USP, Prof. Dr. Sérgio Adorno, da Diretora do Centro de Estudos Árabes, Prof. Dra. Arlene Clemesha, e do professor do Departamento de História, Prof. Dr. Peter Demant.

Organização: Fórum 18 / FFLCH – USP / GT Oriente Médio e Mundo Muçulmano (LEA – USP)

Confirme aqui sua presença!

Perspectivas de Paz para Israelenses e Palestinos

IV Seminário Israel – Palestina: Narrativas em Jogo será no Rio de Janeiro no dia 14 de abril

No dia 14 de abril de 2013, domingo, ocorre no Rio de Janeiro a quarta edição do Seminário Israel – Palestina: Narrativas em Jogo, uma iniciativa do grupo Fórum 18 e Hillel Rio que visa possibilitar a compreensão das diversas narrativas a respeito do conflito palestino-israelense.

Em São Paulo e Porto Alegre, já foram promovidos três grandes seminários em 2011 e 2012, que contaram com a participação de palestrantes como Abdel Latif Hasan, Arlene Clemesha, Celso Garbarz, George Niaradi, Guila Flint, Huda Al Bandar, Huda Al Imam, Ilan Sztulman, Jaime Spitzcovsky, Jacques Wainberg, Marta Topel, Michel Gherman, Patrícia Tolmasquim, Paulo Farah, Peter Demant, Salem Nasser, Sylvio Band, Vladimir Safatle e Walid Altamami.

A quarta edição do evento contará com palestras de Amira Hass, Celso Garbarz, Edgar Leite, Jaime Spitzcovsky, Luis Edmundo Moraes, Michel Gherman e Murilo Meihy abordando temas como os desafios do novo governo israelense, antissemitismo e islamofobia e a construção da imagem de Israel e da Palestina por meio da relação entre jornalismo e política. Haverá ainda um debate sobre a coexistência de ideologias sionistas na comunidade judaica, com a participação de Cecilia Cohen (Chazit), Enrique Rosenburt (Dror) e Liran Levy (Shomer), e o workshop Projeto Coexistência. O seminário é gratuito e acontece no Hillel Rio (Av. Borges de Medeiros, 3429), das 9h às 18h. Para participar, é necessário inscrever-se aqui.

IV SEMINÁRIO ISRAEL – PALESTINA: NARRATIVAS EM JOGO – PROGRAMA
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09:00-09:30    DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAL E BOAS VINDAS

09:30-11:00    ISRAEL, HOJE: DESAFIOS DO NOVO GOVERNO
……………….Celso Garbarz e Edgar Leite 

Celso Garbarz é professor de História, especializado em Oriente Médio, com mestrado em História na Universidade de Jerusalém. Ex-diretor da Anistia Internacional, responsável pela América Latina e pela África. Faz parte da ONG israelense B´Tselem (The Israeli Information Center for Human Rights in the Occupied Territories), criada em 1989 por um grupo proeminente de acadêmicos, advogados, jornalistas e membros da Knesset.

Edgar Leite é doutor em História pela Universidade Federal Fluminense, professor de História da UERJ e da UNIRIO, assessor técnico-científico da FAPERJ, e membro do Conselho Acadêmico do Centro de História e Cultura Judaica. É coordenador do GT Regional Rio de História das Religiões e das Religiosidades da ANPUH e do Grupo de Pesquisa do CNPq: Políticas, Direitos, Éticas. É integrante da B’nai B’rith, e coordenador do projeto Direitos Humanos e Holocausto junto à rede pública de ensino.

11:00-11:15     COFFEE-BREAK 1

11:15-12:45     PERSPECTIVAS PARA O SÉC. XXI: NOVO ANTISSEMITISMO E ISLAMOFOBIA
……………….Luis Edmundo Moraes, Michel Gherman e Murilo Meihy

Luis Edmundo Moraes possui graduação em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestrado em Antropologia Social – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social – Museu Nacional – UFRJ e doutorado em História pela Universidade Técnica de Berlim. Atualmente, é professor adjunto da UFRRJ e coordenador do Núcleo de Estudos da Política da mesma instituição. Tem experiência na área de História, com ênfase em História Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: Nacional Socialismo, Holocausto e movimentos de extrema-direita no tempo presente, em particular aqueles ligados à negação do holocausto.

Michel Gherman possui graduação em História com licenciatura em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É Mestre em Antropologia e Sociologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Atualmente, cursa doutorado no Programa de História Social da UFRJ e é Coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos da mesma instituição.

Murilo Meihy possui graduação em História pela PUC-RJ e mestrado em História Social da Cultura pela mesma instituição. Atualmente, é pesquisador da Fundação Casa de Rui Barbosa, professor de História da África e de História moderna e contemporânea da PUC-RJ. Tem experiência na área de História, com ênfase em História moderna e contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: Oriente Médio, África, Renascimento, Orientalismo, e árabes no Brasil.

12:45–14:00     ALMOÇO

14:00–15:30     JORNALISMO E POLÍTICA: A CONSTRUÇÃO DA IMAGEM DE ISRAEL E DA PALESTINA
……………….Amira Hass e Jaime Spitzcovsky

Amira Hass é correspondente do jornal israelense Haaretz para os territórios palestinos. Nascida em Jerusalém, morou três anos em Gaza e, desde 1997, vive em Ramallah. É autora dos livros “Drinking the Sea at Gaza: Days and Nights in a Land under Siege”, “Reporting from Ramallah: An Israeli Journalist in an Occupied Land” e “Diary of Bergen-Belsen: 1944-1945”. Recebeu OS prêmios Golden Dove of Peace Prize, Lifetime Achievement Award e Reporters Without Borders Prize for Press Freedom.

Jaime Spitzcovsky é jornalista e integra o Grupo de Análise de Conjuntura Internacional da USP. Ocupa o cargo de diretor de relações institucionais da Confederação Israelita do Brasil. Foi correspondente da Folha de S. Paulo em Moscou, entre 1990 e 1994, e em Pequim, entre 1994 e 1997. Fez coberturas jornalísticas em mais de 40 países, com destaque para região da extinta URSS, Extremo Oriente e Oriente Médio (Israel, territórios palestinos, Egito, Jordânia, Líbano, Iraque e Líbia). Foi comentarista internacional da Band News FM e colaborou com a BBC (Reino Unido), Haaretz (Israel), Diário de Notícias (Portugal), El Mercurio (Chile), TV Cultura, entre outros.

15h30–15:45    COFFE BREAK 2

15:45–17:00     PRÁTICA DA COEXISTÊNCIA DE IDEOLOGIAS SIONISTAS NA COMUNIDADE JUDAICA
………………..Cecilia Cohen (Chazit), Enrique Rosenburt (Dror) e Liran Levy (Shomer)

17:00-18:00      WORKSHOP PROJETO COEXISTÊNCIA

Ventos da Paz – Ato pela paz entre Israel e Palestina

Os recentes acontecimentos em Israel e na Faixa de Gaza chamaram a atenção de todos. Diversas manifestações pelo mundo utilizaram discursos que se diziam “a favor da paz”, mas que, de fato, exigiam apenas o fim dos ataques vindos “do outro lado”. Não vimos, em momento algum, o reconhecimento da dor do outro, nem a legitimação de suas lutas por segurança, soberania, autodeterminação e liberdade.

Nadando contra a corrente, um grupo de brasileiros preocupados com a paz entre israelenses e palestinos se reuniu a fim de promover o encontro “VENTOS DE PAZ”, onde as duas bandeiras, que parecem nunca se encontrar, poderão ser vistas lado a lado.

Ancorados nos direitos humanos, somos contra a ocupação, legitimamos o direito de existência do Estado de Israel, e refutamos os ataques a qualquer uma das populações civis. Nos colocamos a favor do diálogo entre os povos e estamos interessados em dar voz às iniciativas que se utilizam da não violência ao pensar e propor soluções para o conflito, acreditando na possibilidade de coexistência pacífica entre dois Estados independentes.

Sendo assim, convidamos a todos a um grande evento na Praça da Paz – Parque do Ibirapuera no domingo, dia 02/12/2012 às 11:00.

Em clima fraterno, faremos leituras de poesias palestinas e hebraicas, e construiremos pipas e cataventos com as cores das duas bandeiras. Assim, iremos colorir o céu e plantar na terra mensagens que manifestem os nossos desejos por uma paz justa e duradoura na região.

Confirme sua presença!

Fórum 18 promove a 3ª edição do Seminário Israel – Palestina: Narrativas em Jogo, em Porto Alegre

No dia 2 de dezembro de 2012, domingo, ocorre em Porto Alegre a terceira edição do Seminário Israel – Palestina: Narrativas em Jogo, uma iniciativa promovida pelo grupo Fórum 18 que visa possibilitar a compreensão das diversas narrativas a respeito do conflito palestino-israelense.

O seminário acontece um dia após o término do Fórum Social Mundial Palestina Livre, que será realizado entre 29/11 e 1/12 na capital gaúcha. O objetivo é aproveitar o fervilhão de idéias, pensamentos e dúvidas em torno do evento para que se construa um espaço de diálogo e entendimento mútuo.

O grupo Fórum 18 surgiu por iniciativa da B’nai B’rith e de jovens da comunidade judaica de diversos estados do Brasil interessados em aprofundar conhecimentos em questões relacionadas ao Estado de Israel e, em especial, o conflito com os palestinos.

Em São Paulo, já foram promovidos dois grandes seminários em 2011 e 2012, que contaram com a participação de palestrantes como Abdel Latif Hasan, Arlene Clemesha, George Niaradi, Guila Flint, Huda Al Bandar, Ilan Sztulman, Jaime Spitzcovsky, Marta Topel, Michel Gherman, Paulo Farah, Peter Demant, Salem Nasser, Sylvio Band, Vladimir Safatle e Walid Altamami.

A terceira edição do evento contará com palestras de Arlene Clemesha, Celso Garbarz, Guila Flint, Huda Al Imam, Jacques Wainberg, Jaime Spitzcovsky e Patrícia Tolmasquim abordando temas como as organizações de direitos humanos em Israel, criação do Estado Palestino e o papel das diásporas para o processo de paz. O seminário é gratuito e acontece na Hebraica Bom Fim (Rua Gen. João Telles, 508), das 9h30 às 16h30. Para participar, é necessário preencher a ficha de inscrição disponível aqui.

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3° SEMINÁRIO ISRAEL – PALESTINA: NARRATIVAS EM JOGO – PROGRAMA

9h – 9h30        Distribuição de material e boas vindas

9h30 – 11h      CRIAÇÃO DO ESTADO PALESTINO: CAMINHOS E OBSTÁCULOS
                            Arlene Clemesha e Jacques Wainberg
                            Mediação: Felipe Gerchman

Arlene Elizabeth Clemesha, PhD, é Professora de História e Cultura Árabe do Curso de Língua, Literatura e Cultura Árabe da USP (DLO, FFLCH-USP), e atual diretora do Centro de Estudos Árabes (CEAr-USP). Coordena o grupo de estudos História e Ideologia Contemporâneas no Oriente Médio, na mesma universidade. É autora e organizadora de vários livros, entre eles “Marxismo e Judaísmo. História de uma relação difícil”; “Edward Said: trabalho intelectual e crítica social”; “Palestina 48-08″. Traduziu o livro “Freud e os Não-Europeus”, entre outros escritos de Edward Said, e publicou inúmeros artigos relacionados à história contemporânea do Oriente Médio.

Jacques Wainberg possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1979) e em jornalismo pela Universidade da Flórida, em Gainesville, mestrado em Jornalismo pela University of South Carolina (1990) e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1996). O Pós-Doutorado foi realizado na Universidade do Texas, Austin, Estados Unidos. Atualmente é professor titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Teoria e Ética do Jornalismo, atuando principalmente nos seguintes temas: jornalismo, turismo, história e teoria da comunicação,  relações internacionais e comunicação.

11h – 11h15        Coffee break 1

11h15 – 12-45    ORGANIZAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS EM ISRAEL: PANORAMA
                                Celso Garbarz e Guila Flint
                                Mediação: Gabriela Korman

Celso Garbarz é professor de História, especializado em Oriente Médio, com mestrado em História na Universidade de Jerusalém. Ex-diretor da Anistia Internacional, responsável pela América Latina e pela África. Faz parte da ONG israelense B´Tselem (The Israeli Information Center for Human Rights in the Occupied Territories), criada em 1989 por um grupo proeminente de acadêmicos, advogados, jornalistas e membros da Knesset.

Guila Flint, 56, nasceu em São Paulo e mora em Israel desde 1969. Jornalista, cobre o conflito para a imprensa brasileira desde 1995. Atualmente, é repórter da BBC Brasil. Já colaborou com O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Correio Brasiliense, Carta Capital, revista Visão (de Portugal) e outros. Foi correspondente da Globo News de 1997 a 2002. Publicou dois livros: Israel Terra em Transe – Democracia ou Teocracia?, em coautoria com Bila Sorj, e Miragem de Paz – Israel e Palestina, Processos e Retrocessos.

12-45 – 13h45         Almoço

13h45 – 14h45       JERUSALÉM SOB O OLHAR DE UMA PALESTINA
                                    Huda Al Imam
                                    Mediação: Ariel Sandes

Huda Al Imam é fundadora e diretora da Al Quds University, the Centre for Jerusalem Studies. Faz parte de diversas mesas diretoras de organizações como o Institute of Jerusalem Studies, Jerusalem Centre for Women, the Peoples’ Campaign for Peace & Democracy – HASHD, Al-Ma’mal Foundation for Contemporary Art, e The Palestine Consultancy Group (PCG).

14h45 – 15h         Coffee break 2

15h – 16h30      PAPEL DAS DIÁSPORAS PARA O PROCESSO DE PAZ: COMO PODEMOS CONTRIBUIR?
                                Jaime Spitzcovsky e Patrícia Tolmasquim
                               Mediação: Gabriel Baron Bastos

Jaime Spitzcovsky é jornalista e integra o Grupo de Análise de Conjuntura Internacional da USP. Ocupa o cargo de diretor de relações institucionais da Confederação Israelita do Brasil. Foi correspondente da Folha de S. Paulo em Moscou, entre 1990 e 1994, e em Pequim, entre 1994 e 1997. Fez coberturas jornalísticas em mais de 40 países, com destaque para região da extinta URSS, Extremo Oriente e Oriente Médio (Israel, territórios palestinos, Egito, Jordânia, Líbano, Iraque e Líbia). Foi comentarista internacional da Band News FM e colaborou com a BBC (Reino Unido), Haaretz (Israel), Diário de Notícias (Portugal), El Mercurio (Chile), TV Cultura, entre outros meios de comunicação.

Patrícia Tolmasquim é professora e militante dos direitos humanos. Em 2012, recebeu o Diploma Mulher-Cidadã Leolinda de Figueiredo Daltro, concedido pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

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Michel Gherman: “O conflito Palestino – Israelense tem muito mais do que dois lados”

por Michel Gherman

Esta é minha primeira semana neste retorno a Jerusalém e (finalmente) posso ter uma certeza. E com esta certeza aqui vai também um recado aos preguiçosos, simplificadores e patrulhadores de plantão: o conflito Palestino – Israelense tem muito mais do que dois lados e muito mais cores do que se imagina!

E as fichas vão caindo. Ligo pra Mariam, amiga minha palestina do leste de Jerusalém. Mulher radical, anti-sionista. Minha preocupação é saber como ela está – ela esteve trabalhando em um projeto em Gaza e tem família lá. Ela disse que, por enquanto, estava tudo bem, que estava preocupada, e passou a vociferar contra o Hamas. Mariam é feminista e sabe bem no pé de quem o calo aperta em Gaza do governo do Hamas. Ela diz: “Agora sim o Hamas e seus aliados estão enturmados e fazem bem o que esperam deles”. Do que você está falando Mariam? “Os reacionários do Qatar e a direita fascista de Israel começaram a dialogar. Conversam pelos foguetes”.

Na televisão, vejo Ephraim Sne, ex-ministro do Partido Trabalhista, comentar: “Alguém tem alguma dúvida de que o Hamas e o Governo Bibi/Liberman são aliados? De um lado, Abu Mazen tenta dialogar e exige o reconhecimento da Palestina; de outro, o Hamas tenta deslegitimar o governo Palestino da Cisjordânia e não tem nenhuma movimentação política em nível internacional. O governo Bibi/Liberman quer acabar com qualquer possibilidade de diálogo. Abu Mazen está enfraquecido em um mar de novos governos da Irmandade Muçulmana. O que falta para a vitória do núcleo Hamas – Bibi/Liberman? Uma Guerra. De preferência, com vítimas civis dos dois lados”. Ao lado de Sne, uma deputada do Likud cujo nome não lembro (e que diferença faz?) tem olhos fixos na tela dizendo: “Exército deve entrar neles, é o momento de mostrar para eles…”. Ok.

Eleições em Israel, fenômeno interessante: pela primeira vez, há mais jornalistas concorrendo do que generais, o que causa um sentimento de insegurança nas forças que estão no poder. Além disso, as pesquisas apontam para um fortalecimento do bloco de centro-esquerda, que circula hoje em torno de uma agenda social e não de política internacional. Opa! Uma Guerra faz voltar tudo ao mapa da simplificação, então… Por que não?

Liberman e Bibi, de olho nas eleições, concordam, e o Hamas, de olho em Abu Mazen, apoia. Inicia-se o diálogo fundamentalista-direitista. Formam-se torcidas, surgem vítimas… “Ufa que alívio, tudo volta para um cenário mais previsível e confortável”.

Quinta –feira, dia de sol, quente e agradável. Ligo pra minha irmã, que mora em Gan Yavne, não distante de Gaza e com quem tinha falado ontem à noite, logo após o exército israelense ter matado Ahmed Jaber, líder do Izzadim Al Kassam, grupo militar do Hamas. Do outro lado da linha, ela estava assustada com as sirenes e avisos de ataque – mais de 20 em um dia. Hoje, ela está mais tranquila. Saiu de Gan Yavne, em direção a Jerusalém. Diz que a noite foi mais calma, que o problema foi a manhã, com mais de 10 sirenes, suas duas crianças de 3 e 1 ano chorando e interrupções constantes na arrumação das malas para entrar em abrigos. Há dúvidas de que se tratam de vítimas civis?

Se ainda há dúvidas (e pra contribuir com a percepção de complexidade que este conflito tem), conto minhas experiências nas ruas de Jerusalém pela manhã.

Saio para pagar uma conta, volto de ônibus. Na minha frente, uma menina morena de 18 anos com uniforme do exército e cara de colegial. Está claro que exerce alguma função meramente burocrática no exército, impressão que se confirma na conversa seguinte: “Mãe, ainda tem bombas em Kriat Malachi? Teve sirene hoje? Bom, vou te falar uma coisa: Haim morreu; e Milena tá ferida. É, me avisaram agora. Calma… toma a água e me liga”.

Não tenho certeza se eram esses os nomes, mas o importante nesta cena é o que se entende com a origem das vítimas: Kriat Malachi é a periferia da periferia social de Israel. Judeus de origem norte africana, imigrantes etíopes e russos habitam uma das cidades com piores índices sociais do país, de onde é raro saírem comandantes e executivos. Kriat Malachi é uma cidade de soldados, operários e desempregados, apesar de eventualmente surgirem políticos canalhas. A menina que fala ao telefone tem a voz firme, apesar de mãos trémulas. Ao desligar, chora em silêncio. Há alguma dúvida de que se trata, apesar do uniforme, de vítimas civis?

Para terminar as experiências da manhã, observo, em minha chegada à universidade, uma manifestação. De uma lado, estudantes com bandeiras palestinas; de outro, estudantes com bandeiras de israel. O “lado israelense” grita pela libertação de Gaza, se referindo ao fim do governos Hamas. O “lado palestino” berra contra o Estado Terrorista. A manifestação, apesar de barulhenta, não cria comoção: a maioria dos estudantes, árabes e judeus, passa e decide não se manifestar, em nenhum dos “dois lados”…

Hoje, não conversei com nenhum habitante de Gaza; não conheço ninguém que viva em Gaza hoje. Tenho que dizer que a característica das futuras vítimas civis de Gaza e de Israel (e não tenho dúvida que serão em número desproporcional, o que não afeta a análise) é essencialmente a mesma. São vítimas por opção… opção de seus respectivos governos.

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Michel Gherman possui graduação em História com licenciatura em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É Mestre em Antropologia e Sociologia pela Hebrew University of Jerusalem. Atualmente, cursa doutorado no Programa de História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
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Já conhece o grupo Fórum 18?

Michel Gherman ministra curso em São Paulo

Nos dias 14, 21 e 28 de outubro, o historiador carioca Michel Gherman estará em São Paulo para ministrar o curso “O conflito e a formação das identidades israelenses e palestinas”, a convite do grupo Fórum 18.

O curso pretende fazer uma reflexão sobre a formação identitária de Palestinos e Israelenses durante o processo de construção de nacionalidades e identidades nacionais. A proposta é observar o conflito não somente pelos campos de batalha ou enfrentamentos sangrentos, mas pela produção cultural dos dois povos: a poesia, a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas.

De acordo com o professor,

O Oriente Médio e o Sionismo não são temas fáceis. A gente vai tentar observar toda a complexidade do conflito e entender a sociedade israelense e a sociedade palestina a partir de elementos culturais, políticos, econômicos e sociais. Como é que a gente sai do conflito? Como é que a gente pode entender, pensar, refletir e ter novas posições sobre o que acontece hoje em Israel e no Oriente Médio? Venha!

Michel Gherman é Mestre em Antropologia e Sociologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, e atua como Coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos (NIEJ) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O curso será realizado na B’nai B’rith São Paulo e é destinado àqueles que ainda tem perguntas sobre o conflito israelo-palestino e desejam ampliar os conhecimentos sobre a complexidade do cenário, entendendo melhor as perspectivas de todos os envolvidos.

Inscrições realizadas até o dia 21/09 tem desconto especial: R$ 90,00 (universitários); R$ 150,00 (não universitários). Inscreva-se aqui.

“O conflito e a formação das identidades israelenses e palestinas”, com Michel Gherman
Dias 14, 21 e 28 de outubro, das 16h às 19h
B’nai B’rith. Rua Caçapava, 105 – Jardins.
R$ 90,00 (universitários); R$ 150,00 (não universitários) – inscrições realizadas até o dia 21/09
R$ 150 (universitários); R$ 250 (não universitários) – inscrições realizadas após o dia 21/09
Vagas limitadas.

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Seja bem vindo!

O grupo Fórum18 surgiu por iniciativa da B’nai B’rith e de jovens da comunidade judaica a partir do contato com diversas narrativas sobre o conflito árabe-israelense e da vontade de obter um conhecimento mais aprofundado a respeito. Considerando que, para muitos, essa é uma questão difícil de lidar, pretendemos criar um ambiente acolhedor e confortável, para que todos se sintam à vontade de se colocar e formular ideias e posicionamentos sobre o assunto. Buscamos criar espaços de interação e diálogo que comportem diferentes vozes e narrativas, através de cursos, seminários, palestras, debates, exibições de filmes, viagens, publicações em sites e boletins e redes sociais, entre outros meios que contribuam para o conhecimento, compreensão e liberdade de pensamento a respeito destas questões.

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